era o vento caído e o mar sereno,
azul e cinza azul anoitecendo
a tarde ruiva das amendoeiras.
E respiramos, livres das ardências
do sol, que nos levara à sombra cauta,
tangidos pelo canto das cigarras
dentro e fora de nós exasperadas.
Andamos em silêncio pela praia.
Nos corpos leves e levados ia
o sentimento do prazer cumprido.
Se mágoa me ficou na despedida,
não fez mal que ficasse, nem doesse:
era bem doce, perto das antigas.
- Rubem Braga -
Não é novidade que amo esse cronista!
E um soneto seu, só poderia ser assim, simples e tocante!
Perfeito!!!
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