28 de jan. de 2007

Soneto da perdida esperança

Perdi o bonde e a esperança.
Volto pálido para casa.
A rua é inútil e nenhum auto
passaria sobre meu corpo.

Vou subir a ladeira lenta
em que os caminhos se fundem.
Todos eles conduzem ao
princípio do drama e da flora.

Não sei se estou sofrendo
ou se é alguém que se diverte
por que não? na noite escassa

com um insolúvel flautim.
Entretanto há muito tempo
nós gritamos: sim! ao eterno.

Carlos Drummond de Andrade

2 comentários:

Anônimo disse...

Olá... Tudo bem??? Estava na net a procura de novos blogs e encontrei o seu. Parabéns, seu cantinho é maravilhoso, as mensagens são belíssimas, adorei!!! Quando puder faça uma visita no meu blog também... Tenha uma boa semana...

Tchau, tchau...

Grazi disse...
Este comentário foi removido pelo autor.