Como posso caracterizá-lo? Preciso, cortante, perturbador. Acho que essas palavras o definem bem. São cartas de uma mãe a um pai ausente sobre sua experiência de ter criado um filho, cuja grande façanha foi matar 11 pessoas (histórias do tipo chacinas infantis em colégios americanos). Mas o olhar que ela dá a sua maternidade e ao filho que sempre rejeitou é que me fez pensar. Será que podemos dizer que alguns simplesmente nascem maus ou a rejeição materna os transformam em seres ruins? Já ouvi mil debates sobre o assunto, da faculdade à mesa de bar. Simplesmente, ficamos perturbados ao presenciar o que o ser humano é capaz, e quando esse ser humano é um adolescente de 15 anos, criado numa família considerada “estruturada”, abastarda, “estável”, é difícil de aceitar. O livro é fantástico! Do tipo que mexe com a gente. Recomendo.
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